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Horus BI

Custos6 min de leiturapor Time Horus BIatualizado em

Dez perguntas para fazer ao fornecedor de BI antes de assinar

A demonstração mostra o dashboard pronto e a plateia aplaude. O contrato, porém, vale pelo que acontece na terça de madrugada, quando a carga falha e ninguém percebe até a reunião das 9h. Estas dez perguntas separam as duas coisas.

Na demonstração, o dashboard já está montado, o dado já está limpo e o vendedor já sabe onde clicar. Nada ali é mentira, e nada ali é o que você vai viver depois de assinar.

O que você vai viver é a carga que falhou às 3h de uma terça, com a reunião marcada para as 9h. É também a auditoria perguntando por que o estagiário enxergava a tabela de custos. As perguntas abaixo são para essa parte. Elas cabem numa reunião de uma hora, e o vendedor precisa responder ali, sem retornar por e-mail.

Ao lado de cada uma está como a Horus responde hoje, com o link da documentação pública que sustenta a resposta. Peça o mesmo do outro lado, com página de documentação em vez de slide.

1. Que porta vocês precisam que eu abra no firewall?

Essa pergunta derruba mais projeto de BI do que preço. Se a resposta envolve expor o banco do ERP, publicar um IP ou abrir porta de entrada, a sua equipe de infraestrutura vai vetar, e ela tem razão.

Como é aqui: o agente do HorusETL abre a conexão de dentro para fora, na porta 443, e fica esperando comando por esse túnel. Nenhuma porta de entrada é aberta na sua rede. Se o servidor onde o agente roda alcança a internet por HTTPS, ele funciona (Comunicação e Redes).

2. O meu ERP roda num banco fora do comum. Vocês leem sem projeto de integração?

Empresa de médio porte quase sempre tem uma fonte fora do catálogo do fornecedor: o banco legado, o sistema do departamento que a matriz comprou, a planilha do comercial. Se cada uma dessas virar projeto, o cronograma dobra.

Como é aqui: o agente conecta nos bancos relacionais que o mercado usa, inclusive os antigos que ERP instalado costuma trazer, e ODBC cobre o que ficou de fora. Fora banco, entram arquivos Excel, CSV, Parquet, Google Sheets e requisições HTTP para API (Conexões de Banco, Nós de entrada).

3. O que roda dentro da minha rede e o que sobe para a nuvem de vocês?

Aqui a resposta honesta importa mais que a resposta bonita. Desconfie de quem disser que nada sai da sua rede: se o dashboard está na nuvem, algum dado chegou lá.

Como é aqui: a leitura e a transformação acontecem na memória do servidor onde o agente está rodando, dentro da sua rede. Para a nuvem sobem duas coisas: os metadados de execução (status, duração, contagem de linhas, mensagem de erro) e o resultado tratado do fluxo, quando o destino que você configurou é o HorusDW. A base de origem inteira não trafega (Segurança e Integridade).

4. Quanta máquina isso vai consumir do meu servidor?

Pergunta de dono de operação, não de curioso: alguém vai ter que aprovar essa máquina, e o número precisa caber no orçamento de infraestrutura deste ano.

Como é aqui: 2 vCPU e 4 GB de RAM atendem a maior parte dos casos. A medição de 30 dias em produção mostra média de 1,3 GB e pico de 1,7 GB num agente dedicado a um cliente. Fluxo de banco para warehouse é lido em lotes de cerca de 5.000 linhas, então uma tabela de 10 milhões de linhas consome quase a mesma memória que uma de 10 mil (Requisitos de Hardware).

5. Quando a carga falhar às 3h da manhã, como eu fico sabendo?

Toda carga falha um dia. O que separa um fornecedor do outro é quanto tempo passa entre a falha e alguém saber dela.

Como é aqui: cada execução tem status de sucesso, erro parcial ou erro, e o log mostra linha a linha o que rodou, quanto tempo levou e qual foi a mensagem do banco em caso de falha. O painel de agentes mostra se a máquina está online (Logs e Monitoramento, Gerenciamento de Agentes).

Vale insistir num detalhe: pergunte se o status amarelo existe. Fornecedor que só tem verde e vermelho vai te entregar "sucesso" numa carga que rejeitou parte das linhas.

6. Olhando o dashboard, como eu sei de quando é aquele número?

A pior falha de BI é a silenciosa: o painel abre, os gráficos aparecem, e o dado é de anteontem. Quem está na reunião não tem como perceber.

Como é aqui: a aplicação tem uma opção que exibe a data e a hora da última carga no rodapé, e dá para escolher quais tabelas contam para esse carimbo (Aba Geral).

7. Quem enxerga o quê, e o administrador consegue passar por cima?

Essa pergunta vale o contrato inteiro numa empresa onde folha de pagamento e vendas moram no mesmo banco.

Como é aqui: a Mesa de Dados nasce visível para todo o tenant e fica restrita quando um administrador adiciona um bloqueio explícito para um usuário ou grupo. Esse bloqueio é honrado inclusive para o administrador do tenant: bloqueado é bloqueado, sem exceção de perfil. Dentro de uma mesa visível, o acesso continua sendo concedido tabela a tabela dentro do Datamart, e dá para liberar Clientes ocultando a coluna de telefone (Segurança e Governança).

8. Onde a meta por filial vai ser digitada?

Todo projeto de BI tem um dado que não existe em sistema nenhum: meta, orçamento, de-para de categoria, classificação de cliente. Se o fornecedor não tiver resposta, a resposta será uma planilha por e-mail, e ela vai furar o seu fechamento.

Como é aqui: esses dados viram Cadastros, tabelas digitadas dentro da própria plataforma, em grade estilo planilha ou em formulário, com permissão separada para ler, criar, atualizar, excluir e importar. Um Cadastro publicado alimenta o BI como qualquer outra tabela (Cadastros no DataViz).

9. A resposta da IA eu consigo conferir?

Todo fornecedor de BI hoje tem um chat na tela. A pergunta útil é de onde vem o número que ele escreve.

Como é aqui: cada pergunta executa consultas reais no seu modelo de dados, e os números da resposta são lidos do banco naquele momento. O que a IA pode errar é a interpretação da pergunta, escolhendo uma coluna ou um filtro diferente do que você escolheria. Por isso a plataforma deixa cadastrar Indicadores, que fixam a definição de cada conceito e tiram a ambiguidade de "faturamento" (Como o chat responde).

10. Se eu quiser sair daqui a dois anos, como levo os meus dados?

Faça essa pergunta olhando no olho. A reação diz mais que a resposta.

Como é aqui: o fluxo pode gravar em Parquet no disco do seu servidor ou numa planilha do Google como destino, os relatórios saem em PDF e XLSX por e-mail, WhatsApp ou Telegram, e a API REST expõe os recursos do tenant com token (Nós de saída, Canais de entrega, API).

A pergunta que fecha a reunião

Depois das dez, uma última: quantos contratos eu preciso assinar para ter tudo isso funcionando?

Quando a resposta é mais de um, some as integrações entre as peças antes de comparar preço, porque elas são o trabalho que vai sobrar para o seu time. Esse desenho está em As catorze integrações que ninguém põe no orçamento do BI.

As respostas da Horus para as dez estão em Arquitetura, e o que entra na assinatura, em Valores.